sábado, 14 de dezembro de 2013

A MESQUITA DE ANÁPOLIS


O estado de Goiás, apesar de ser um dos estados com o menor número de muçulmanos das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, é um dos poucos estados do Brasil a possuir mais de uma mesquita. Nesse blog já discorremos sobre uma das mesquitas do estado, a da cidade de Jataí, e hoje chegamos a segunda e última mesquita (não última comunidade) do estado, a da cidade de Anápolis.

A cidade de Anápolis é uma das cidades mais ricas do estado de Goiás, possuindo um grande número de industrias e lojas das mais variadas. Sua posição é bastante estratégica, ficando praticamente no meio do caminho entre Goiânia, capital do estado, e Brasília, a capital do país. A cidade sedia também uma das principais bases aéreas da FAB. Tamanha sua importância que sua população cresceu muito nos últimos anos, chegando a hoje a ter cerca de 350 mil habitantes e ser a segunda maior cidade de Goiás, perdendo somente para a capital. Isso tudo fez com que muitos árabes, principalmente libaneses se instalassem no local começando na década de 1950, e destes muitos eram muçulmanos. Isso levou a muito mais para frente a criação na cidade de um Consulado Sírio e outro Turco, devido ao grande numero de pessoas desses países que se instalavam na cidade. Hoje, infelizmente, não há mais nenhum sírio muçulmano na cidade, porém o numero de cristãos ortodoxos é grande.

A Mesquita de Anápolis foi fundada no ano de 1970 por muçulmanos libaneses, porém com o passar do tempo muçulmanos de outras nacionalidades, principalmente palestinos e egípcios se instalaram na cidade e aumentaram o número de muçulmanos que frequentam a mesquita. Também, certo tempo depois os brasileiros começaram a entrar na religião, e hoje o número de brasileiros frequentando a mesquita é relativamente alto. A mesquita fica num amplo terreno, tendo um estacionamento grande, e do lado de dentro dos muros da mesquita, algo que é difícil nas mesquitas em volta do país. Os dois andares do prédio foram bem construídos ficando os locais de oração, locais de ablução, biblioteca e ainda um local para as cerimonias em geral.

Hoje em dia quase toda a comunidade muçulmana da cidade segue a escola sunita, e os muçulmanos são principalmente libaneses e descendentes, palestinos, egípcios e brasileiros, o numero de africanos não é grande. A mesquita é dirigida pelo Hajj Kamal Hamideh, palestino, que também ajuda nas comunidades de Goiânia e Trindade. Nas sextas-feiras a mesquita não fica muito cheia devido ao fato da maioria dos muçulmanos locais trabalharem no horário das orações, porém em outros dias eles aparecem em grande número. Todos os domingos a mesquita oferece almoço para seus membros e aqueles que desejarem visitá-la.

Para quem quiser visitar a Mesquita, ela está localizada na Avenida Xavier de Almeida, 530, Cidade Jardim, Anápolis, GO.

Foto 1: A mesquita vista de lado. Foto 2: Muçulmanos orando numa sexta-feira. Foto 3: Eid Ul-Fitr na mesquita em 2012.

domingo, 8 de dezembro de 2013

A MESQUITA DO PARI


Dando continuidade a nossa série sobre as mesquitas do Brasil, hoje chegamos a mais uma mesquita da capital paulista, a mesquita que reúne uma das maiores quantidades de fiéis do país, e também uma das mesquitas com o maior numero de frequentadores muçulmanos brasileiros do país, essa é a Mesquita do Pari, localizada no bairro do Brás em São Paulo, apesar de receber o nome do bairro ao lado, o Pari, para não confundir com a outra mesquita do bairro, que é mais antiga.

No bairro do Brás, na capital, existe a segunda maior concentração de muçulmanos do país. O bairro foi fundado ainda o século XIX, porem seu auge se deu em meados do século XX quando começaram a instalar as primeiras confecções no local. Os árabes que vieram para o Brasil, no início do século XX, por serem pessoas mais pobres e sem muitos estudos, quase que em sua totalidade se tornaram mascates, e depois de uma certa euforia de vários se instalando no centro de São Paulo, muitos deles que se especializaram em vendas de confecções em geral se instalaram no bairro do Brás, onde legaram as lojas as suas famílias até os dias de hoje.

Inicialmente, como colocado aqui quando falamos da Mesquita Brasil, os árabes que viviam em São Paulo, durante muito tempo frequentavam a Sociedade Beneficente Muçulmana (SBM) e a Mesquita Brasil, depois da fundação dessa. Porém com o grande afluxo de árabes, principalmente libaneses montando suas lojas no Brás e arredores, como Luz, Bom Retiro e Pari, logo tornou-se uma necessidade a construção de uma mesquita naquelas localidades para que os mesmos pudessem fazer ali seus serviços religiosos. Em 1981 começou a construção da Mesquita do Brás, que é hoje a mesquita dos xiitas no Brás. Porém a Liga só viria a se reunir para construir sua mesquita anos mais tarde, enquanto isso todos os sunitas continuavam se deslocando até a Mesquita Brasil. O primeiro projeto para a Mesquita do Pari só foi feito em 1998, buscando ajuda dos árabes mais ricos que haviam se estabelecido no Brasil. Segundo um de seus fundadores, o dinheiro do exterior demorou tanto a chegar que foi usado para a compra de carpetes e o elevador, o qual não fazia parte do projeto original, mas com a chegada do dinheiro resolveram colocar.

A Mesquita do Pari foi então fundada oficialmente seis anos depois, em 2002, e logo começaram todos os projetos para atender as necessidades locais. Hoje a mesquita ainda recebe ajuda do exterior, principalmente da Arábia Saudita e Emirados Árabes, porém a independência financeira da mesma é muito grande. A alguns anos começou na mesquita a aula de religião para brasileiros, algo que fez a comunidade islâmica brasileira crescer absurdamente no local, e fazer com que hoje essa mesquita seja a que mais tem muçulmanos brasileiros no Brasil. Isso foi tão assustador que teve ano que o número de reversões de brasileiros na mesquita ultrapassava o de 4 por mês, média muito superior a de todas as outras mesquitas do Brasil. Atualmente essas aulas ainda são dadas, todos os sábados as 14 horas, e hoje uma característica peculiar é o grande numero de revertidas mulheres para o islam nessa mesquita. A mesquita é um prédio de seis andares, além de um subterrâneo onde se encontra os banheiros e a sala de jogos, e em si é uma mesquita completa, que também abriga a sede da UNI (União Nacional Islâmica), uma das entidades que cuidam do islam no Brasil. Também, grande parte da comunidade de hoje é formada por libaneses e descendentes, principalmente provenientes da cidade de Trípoli, são mais de 200 famílias dessa cidade que moram no Brás.

A Mesquita se encontra no final da Rua Barão de Ladário, no bairro do Brás, pouco antes de chegar a praça do Pari. Ela está aberta todos os dias e hoje é comandada por um sheik brasileiro que está lá todos os dias para tirar dúvidas daqueles que queiram visitá-la.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

EMBAIXADOR DA PALESTINA VISITA MESQUITA


Nessa sexta, dia 06 de dezembro, foi dia da Mesquita Omar Ibn Abdel Al-Azziz, na cidade de Jundiaí, interior de São Paulo, a receber a ilustre visita de um embaixador de um país árabe. A Mesquita de Jundiaí recebeu a visita de Ibrahim Alzebn, embaixador da Palestina no Brasil, que acompanhava um grupo de artistas palestinos que farão uma apresentação hoje e amanhã em São Paulo pelo Dia Internacional da Palestina. O Embaixador Ibrahim Alzebn foi recepcionado pelos Sheik's da mesquita, Ahmed Bashir, e Ahmed Amin, e todos os demais fiéis que se reuniam ali para os serviços e orações de sexta-feira. O numero de palestinos na cidade de Jundiaí é o maior de todo o interior de São Paulo, o que fez com que o embaixador fosse até a mesma. A visita foi de extrema importância para os muçulmanos locais, que a tempos não recebia visitas ilustres.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

EMBAIXADOR VISITA MESQUITA DE CURITIBA

Nesta segunda, dia 02 de dezembro, a Mesquita Imam Ali, em Curitiba, PR, recebeu a visita do Embaixador do Líbano em Brasília, o senhor Youssef Sayyah e sua comitiva. Eles foram recepcionado pelo presidente da Sociedade Beneficente Muçulmana do Paraná, o senhor Bachir al Amin, o vice-presidente Mohamad Ataia, Sua eminência Sheike Mohamad Sadek Ebrahimi, Haidar Charkie, Ale Hamdar, e Gamal Oumairi. Ao fim da visita, sua eminencia, o Sheike Mohamad Sadek Ebrahimi presenteou o embaixador com um livro de sua autoria de interpretação do Alcorão escrito no idioma árabe.